Como definir um vinho de guarda?

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O termo “vinho de guarda” é bastante conhecido pelos enófilos. Mas como é definido o potencial de guarda dos rótulos? Nós, da DiVinho preparamos esse artigo para você compreender melhor esse tema, confira:

Existe uma falácia no mundo dos vinhos de que “quanto mais velho melhor”. Mas esse é um mito, afinal nem todo rótulo apresenta um grande potencial de guarda. Estima-se que 90% dos vinhos disponíveis hoje no mercado são para consumo imediato, com apenas 10% sendo vinhos de guarda.

Enólogos recomendam que, de maneira geral, os vinhos sejam abertos e consumidos durante os primeiros anos de vida. Com uma expectativa de dois a três anos para os brancos e os rosés, e de três a cinco anos para os tintos.

O potencial de guarda dos vinhos é resultado de uma junção de diversos fatores, que incluem o solo, o clima e a localização geográfica do vinhedo, assim como a escolha da uva e o conhecimento do enólogo responsável pela elaboração do rótulo.

Entre as cepas tintas com bom potencial de guarda, vale destacar Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot,Grenache, Mourvèdre, Syrah, Petit Verdot, Tannat, Carignan, Sangiovese, Tempranillo e Nebbiolo. Já entre as castas brancas destacam-se Chardonnay, Grenache Blanc, Chenin, Sémillon, Muscadelle, Gewurztraminer, Riesling e Roussanne.

O processo de produção também influencia no potencial de guarda. Rótulos tintos beneficiam-se de uma boa extração dos taninos durante a maceração da uva. Nos rótulos brancos um bom nível de acidez é fundamental.

Durante o período de guarda os rótulos passam por um processo de micro oxigenação que ocasiona alterações na cor. Vinhos tintos adquirem uma coloração mais alaranjada, próxima do tijolo. Vinhos rosés também ganham nuances alaranjadas mais intensas. Vinhos brancos e espumantes adquirem uma coloração dourada com nuances de âmbar. Já os vinhos fortificados apresentam coloração castanha ou âmbar.

Os aromas também são alterados durante a guarda, com a eflorescência dos aromas terciários e a formação do bouquet. Emergem aromas de castanhas, como nozes, amêndoas e avelãs, couro, caramelo, mel, terra úmida, folhas secas e frutas secas, como ameixa, damasco e figo.

As condições de conservação são essenciais para que um vinho atinja seu máximo potencial de guarda. As garrafas devem ser acondicionadas na vertical, para que a rolha esteja em contato constante com o líquido. A temperatura ideal é entre 17 e 18°C. A adega deve ser escura e protegida dos raios UV, com umidade do ar entre UV 60 e 70%.

Tem interesse em adquirir um vinho com ótimo potencial de guarda? Confira a seleção da DiVinho:

Vinho Tinto Château Pétrus 2000

O vinho tinto Pétrus é simplesmente um mito. Figura na primeira divisão dos vinhos mais cultuados, raros e caros de todo o mundo. Mas nem sempre foi assim – o Pétrus despontou como um ícone em meados do século XX, quando a propriedade situada na sub-região de Pomerol, onde brilha a uva Merlot, foi parcialmente adquirida pela reputada família Moueix.

Esta safra de Pétrus faz jus a sua fama, é um vinho tinto rico em aromas de fruta madura e carnuda, como framboesa, evoluindo para notas de especiarias e chocolate. Concentrado, estruturado e com taninos finos, destaca-se pela extraordinária elegância e pureza. Ideal apreciá-lo após dez anos de garrafa, mas o vinho tinto Pétrus tem capacidade para evoluir por décadas.

Vinho Tinto Pingus 2014

Indiscutivelmente um dos maiores ícones do mundo do vinho, Pingus foi o primeiro vinho de Ribera del Duero a arrematar uma nota 100 de Robert Parker. A matéria-prima para a elaboração deste magnífico tinto vem de apenas 4 parcelas de vinhedos muito antigos, que totalizam somente 5 hectares cultivados com um rendimento microscópico de 11 hectolitros por hectare.

Um vinho de garagem por excelência, apenas 500 caixas do Pingus são produzidas e distribuídas para todo o mundo. Adepto da agricultura biodinâmica, o produtor Peter Sisseck aprimorou seus conhecimentos na Rudolf Steiner School em Basel, na Suíça, e os aplica em todos os vinhos que produz.

Vinho Tinto Seña – 2015

O tinto Seña tem como espinha dorsal de seu blend as variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Malbec, Merlot e Petit Verdot, que expressam a alma chilena. Elas compõem um vinho de grande estirpe, com aromas exuberantes de couro, frutas muito maduras e secas, especiarias, eucalipto e terra molhada.

Na boca, tem textura macia graças aos taninos sedosos e doces e é, ao mesmo tempo, um tinto vivo, que demonstra complexidade, profundidade e elegância. Pode ser guardado por muitos e muitos anos na garrafa. A safra 2015 obteve 100 pontos, a nota máxima do crítico James Suckling!

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