HUNGRIA

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Hungria
CT
91
Vinho de Sobremesa Tokaji Oremus Aszú 3 Puttonyos 2011
Hungria
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A Hungria produz uma das maiores preciosidades do mundo do vinho: o doce Tokaji, elaborado desde 1650 a partir de uvas botritizadas, ou seja, ‘nobremente apodrecidas’ – elas são atacadas pelo fungo Botrytis cinerea e, devido às condições locais, isso proporciona maior concentração de açúcar nos bagos sem prejudicar os aromas e sabores da fruta. É um processo muito delicado e raro, possível apenas de acontecer em pouquíssimas regiões do mundo. A elaboração do Tokaji é tão meticulosa que uma videira inteira gera apenas uma taça do néctar. O Tokaji era um dos vinhos “xodós” dos czares e conhecido como “elixir da vida e do amor”. Conta-se que os imperadores russos tinham sempre uma garrafa dele ao lado da cama.   As caves onde envelhecem os cultuados vinhos Tokaji foram cavadas séculos atrás e eram usadas para abrigo durante as invasões turcas. As rochas são cobertas por bolor preto que, segundo dizem os especialistas, proporciona condições propícias para o envelhecimento dos vinhos. Sem dúvida, o Tokaji é daqueles vinhos para se provar, ao menos, uma vez na vida!   

Renascimento da Hungria 

Este país do leste europeu tem um passado de glória no mundo do vinho. No século XVII, já havia classificado a famosa região Tokaj-Hegyalja, no nordeste do país, por sua qualidade excepcional – foi um dos pioneiros no hoje tão difundido sistema de demarcação de origem.   O regime comunista, que se instalou após a Segunda Grande Guerra, acabou com esse protagonismo ao passar para as mãos do Estado a distribuição e comercialização dos vinhos. Durante as décadas seguintes, a produção de uvas abastecia as cooperativas estatais e a qualidade foi para o brejo. Tudo mudou recentemente, a partir de 1990, com a democratização do país. A Hungria passou a atrair enólogos badalados de outras regiões europeias e investimento estrangeiro e renasceu no mundo do vinho.   Atualmente, além de seu cultuado doce Tokaji, o país oferece brancos interessantes, encorpados e com toque picante, e tintos distintos. Muitos deles são elaborados com as exóticas cepas locais -- preste atenção, pois os nomes são complicadinhos: Furmint e Hárslevelü, entre as brancas, e Kadarka, Kékfrankos e Kékoporto, entre as tintas.   

Regiões da Hungria: