Pinot Noir

Pinot Noir

Pinot Noir é uma das castas mais antigas do planeta, com mais de 2.000 anos de história e centenas de clones diferentes. A família de uvas Pinot é descendente da Vitis vinifera silvestris, a uva selvagem, provavelmente “domesticada” para a produção de vinhos. Seu local de origem não é certo, com hipóteses diversas, entre elas, o norte da França, Egito ou Lombardia. Há duas suposições para a origem do nome Pinot: a primeira é uma referência ao cacho, com formato de pinha. A segunda, é que o nome vem da cidade de Pignols em Puy-de-Dôme, na França.

A Pinot Noir é considerada uma das uvas mais difíceis de ser produzida. Além de ser propensa a diversas doenças, ela matura cedo, sofrendo em climas mais quentes. O solo ideal para a Pinot é o argilo-calcáreo e o ciclo vegetativo não deve ser curto demais para que o engaço (o caule do cacho) fique também maduro. Em diversas regiões o engaço é usado na vinificação para conferir ao vinho mais taninos.

 

OS AROMAS DA PINOT NOIR

A graça de um bom tinto de Pinot Noir está no bouquet repleto de aromas e nas diversas sutilezas e nuances que o vinho é capaz de oferecer. Por não ser tão óbvio, é tido por muitos apreciadores como um vinho para especialistas. Na verdade, é muito fácil se render aos encantos de um bom Pinot Noir, que combina grande elegância e sofisticação com saborosas notas de fruta. É um vinho de taninos suaves e ótima acidez, o que o torna incrivelmente gastronômico.

A Pinot Noir é uma das melhores uvas para exemplificar o conceito de terroir. Mesmo com uma assinatura própria, ela dá origem a vinhos tintos bastante distintos dependendo de onde é plantada. Do mesmo modo que é praticamente impossível reproduzir os vinhos da Borgonha, é muito difícil produzir os Pinots de outras partes do mundo. Cada terroir valoriza uma faceta desta fantástica uva.

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