Sangiovese

Sangiovese

Outros nomes: Brunello, Prugnolo Gentile, Morellino e Niellucciu

Sangiovese é uma das uvas mais famosas do mundo! Trata-se da cepa tinta mais plantada na Itália, dominando as regiões do centro do país. É a protagonistas de grandes vinhos, como Chianti Classico, Brunello di Montalcino e supertoscanos. Ela também aparece em outros vinhos tintos regionais e até na Córsega, “disfarçada” de Niellucciu – seu nome nesta ilha mediterrânica que pertence à França.

Caprichosa, a Sangiovese tem maturação tardia e, como a Pinot Noir, é capaz de transmitir a essência de seu território, podendo resultar em vinhos muito distintos de acordo com o terroir no qual foi produzida. Durante muito tempo, a Sangiovese foi “maltratada” por produtores mais preocupados com quantidade que com qualidade e que insistiam em grande produtividade, o que originava vinhos tintos desequilibrados, muito ácidos e com taninos ariscos. Em Chianti, por exemplo, em meados do século XIX, a Sangiovese costumava compor cortes com a uva branca Trebbiano. Desde 2006, para ser um autêntico Chianti Classico, o vinho não pode ter no corte uvas brancas.

Atualmente, os enólogos e produtores já sabem tirar melhor proveito dessa uva encantadora, responsável por alguns dos mais aclamados vinhos tintos do mundo! Baixa produtividade é uma das regras de cultivo para se conseguir vinhos elegantes e charmosos. Entre o espectro de aromas que compõem os vinhos tintos de Sangiovese, pode esperar por: frutas pretas e vermelhas, como ameixa, amora, figo e morango; flores; especiarias; notas de tabaco e defumadas, além de frutas secas. Outras características desses vinhos são: corpo médio, presença de taninos finos e uma acidez pertinente – o que lhes garante a maravilhosa habilidade em combinar com comida.

Onde encontrar a Sangiovese e seus clones

Da corajosa mescla de Sangiovese com uvas tintas francesas, como Cabernet Sauvignon e Merlot, surgiram, a partir do final da década de 1960, os sedutores supertoscanos, como Sassicaia, Ornellaia, Tignanello  e Sassoalloro.

Já em Montalcino, um clone específico de Sangiovese, conhecido como Brunello, é a alma dos maravilhosos vinhos tintos Brunello di Montalcino e do seu irmão mais novo: o Rosso di Montalcino. A seleção que chegou ao clone Brunello foi realizada no final do século XIX por um dos mais tradicionais e perfeccionistas produtores da região: Biondi Santi. Enquanto que em Montepulciano, o Vino Nobile di Montepulciano e o Rosso di Montepulciano têm como base a Prugnolo Gentile, que é outro clone da Sangiovese.

E a família de clones de Sangiovese não para aí. Na zona de Scansano, litoral sul da Toscana, há mais um: Morellino, que dá nome ao vinho Morellino di Scansano. A Umbria também tem Sangiovese para chamar de sua, mas ali ela atende por Sangiovese mesmo.

Aventureira, a Sangiovese atravessou fronteiras, chegando em vinhedos da Argentina, Chile, Califórnia e também da Austrália, mas é na Itália que ela reina absoluta!

Produtos que utilizam Sangiovese